INÍCIO

 

A VALORIZAÇÃO DA ATIVIDADE DE REVISOR – RSC

 

O modelo que se convencionou em grande parte das editoras, onde o avaliador atua como colaborador não remunerado, condiciona a avaliação a uma atividade marginal frente a todas as outras.

Recentemente, a Europa se levantou contra um modelo onde as editoras privadas apresentavam receitas consideráveis às custas de servidores públicos, ao passo que estes atuavam como revisores destes periódicos. Além disso, as editoras cobravam valores substanciais de instituições públicas para disponibilizar acesso à comunidade acadêmica, mesmo que estas instituições fossem sede daqueles que prestam pareceres técnicos gratuitos, na forma de colaboradores.

Neste contexto, surgem proposições positivas que se estendem desde publicações a repositórios, de acesso aberto. Não há duvidas de que estamos num estado de transição do modelo convencional para outro ainda não delimitado, pois o processo está em  movimento, em transformação.

A Revista Sociedade Científica  surge na vanguarda do reconhecimento da atividade de revisão, como parte fundamental no processo de publicação, de forma a valorizar a atuação profissional agregando reconhecimento financeiro e  independência profissional.

 Istael de Lima Espinosa

Editora chefe

 

AS TAXAS DE PUBLICAÇÃO EXORBITANTES PRATICADAS POR PERIÓDICOS E O PLANO S

 

Istael de Lima Espinosa
Fevereiro de 2019

O Plano S, lançado em 2018 com iniciativas das coAllition S, C [1], busca que pesquisadores financiados por agências públicas de fomento a pesquisa publiquem majoritariamente em periódicos de acesso aberto até 2020, assumindo as taxas de publicações.

Em acordo com [3], a proposição de padronização do Plano S encontram dificuldades que surgem no custos associados, a exemplo, nos processos de revisões por pares. Segundo o autor a perspectiva  de taxas de publicação a ser cobrada por um periódico será na faixa de $ 2.500,00 (USD), o qual acredita ser razoável quando comparado com valor 5.000,00 (USD) praticado por alguns periódicos.

Em publicação recente na Revista Science, Kowaltowski [3] deflagra que a estrutura de taxas apresentadas pelo Plano S não são realistas, ao passo que não há como os valores financiados por agências públicas de fomento a pesquisa cobrirem taxas a exemplo daquelas praticadas na faixa de 5.000,00 (USD). Em acordo com a autora, os pesquisadores teriam que escolher entre publicar o trabalho ou a aquisição de materiais de custeio ou permanente para laboratórios.

Para Kowaltowski [3], uma solução seria o incentivo à pesquisadores em direcionar preferencialmente suas publicações para os e espaços controlados pelos próprios pesquisadores e nas “Sociedades Científicas” [grifo nosso].

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

 

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